Abraçado pela caprichosa solidão de Junho, em uma eterna ressaca de vida, turvo entre todo fumo gasto, efêmero, como a existência que sempre vem para extinguir. Sútil epifania, banhada pelas leves ondas salgadas da loucura, aceitando seu consolo nostálgico e satisfatório. Tornou-se difícil não vomitar poesias em papel, talvez pela falta de ponteiros correntes e energia para expressar.
Vazio um escritos sem motivação. Infantil são os porres acompanhados das doses suicidas e não menos masoquistas, então recorrentes. A falta que o ar me faz, essa história vem tomando o espaço em clocks de um relógio que só encurta nossos caminhos, "nossos", nossos dos quais o s nem alguém possui.
Todo aquele drama escrito impiedosamente só para que mãos frias tocassem meu pescoço quente, ali, momentos correntes e irrelevante feitos daquela fechada dos olhos buscando eternizar a doçura, da qual nunca encontrei, pois corre nebuloso pelo caminho em direção ao píer rodeado pelo mar brusco, cinzento, escuro, as neblinas daquela tarde engasgaram minha poesia.
Enlouquecedor os Sóis frios serem eternamente meus momentos de maior calor, densamente desabitados. É a mais significativa chama da vida, a qual consigo acender, tentei afogar todos no café forte no acordar do Sol, maldita saudade as vezes rasga meu peito de dentro pra fora, quase esmagando os olhos e fazendo tremer minhas mãos que não podem alcançar. Perdão, eu quase me esqueci do seu rosto, fui obrigado a queimar todas as fotos, estive errando demais por deixe-lhes passar. Sempre sendo arremessado contra o vento cortante, que só me faz viajar do melhor que já pude ter, um poeta só queria ser salvo, sentir abraçado e eternizado em algum lugar outra vez.
O esfriar sempre vem, eu prometo desta vez escrever palavras bonitas pelo céu, contar cada brilho no horizonte, para que todos os luzeiros dessa cidade cinza possam brilham em nossa memória. Vou me jogar em uma nova perspectiva, levo cada lembrança nas palavras e desta vez quem eu quero irá vir comigo, pois estou cansado de vagar sozinho, quero ser abraçado outra vez pela Lua, mas desta não estando perdido.